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domingo, 4 de dezembro de 2016

Teses de Doutorado com temática envolvendo a obra de Dalcídio Jurandir (1909-1979)

Disponível em:http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000311243. Acesso em: 04 dez. 2016.

Já foi adaptada para livro, em 2010, com a capa abaixo:

Resultado de imagem para universo derruído e corrosão do herói


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Obs.: não encontramos na tese a ficha catalográfica.

Já foi adaptada para livro em 2008, com a capa abaixo:

Resultado de imagem para Entre construções e ruínas

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Disponível em: http://livros01.livrosgratis.com.br/cp041723.pdf. Acesso em: 04 dez. 2016.

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Disponível em: http://tede.est.edu.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=212. Acesso em: 04 dez. 2016.





sábado, 3 de dezembro de 2016

Dissertações de Mestrado em Estudos Literários, do RIUFPA (Repositório Institucional da Universidade federal do Pará) sobre Dalcídio Jurandir

Apresentamos alguns links de Dissertações de Mestrado sobre Dalcídio Jurandir (1909-1979), este grande paraense e marajoara, romancista, jornalista, crítico de Literatura e de Arte, um intelectual autodidata tão querido por seus leitores, que ainda esperam ver sua imagem de autor retirada do limbo em que o ostracismo o colocou, juntamente com sua obra, tão singular, tão regional quanto universal, com sua linguagem criativa e temática humana atemporal.

Imagem disponível em: http://simplesmentelu.blogs.sapo.pt/113404.html. Acesso em: 03 dez. 2016.




Disponível em:http://repositorio.ufpa.br/jspui/bitstream/2011/1726/1/Dissertacao_%20CachoeiraBelemInflexao.pdf. Acesso em: 03 dez. 2016.























Pequeno grande texto "Tragédia brasileira", de Manuel Bandeira (1866-1968)


Disponível em:http://www.recantodasletras.com.br/artigos/783564. Acesso em: 03 dez. 2016.


Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade,

Conheceu Maria Elvira na Lapa - prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria.
Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista, manicura...Dava tudo quanto ela queria.
Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.
Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa.
Viveram três anos assim.
Toda vez que Maria Elvira arranjava um namorado, Misael mudava de casa.
Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bom Sucesso, Vila Isabel, Rua Marquês do Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos...
Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.

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Imagem disponível em:https://cdeassis.files.wordpress.com/2012/03/outmanuel-bandeira.jpg. Acesso em: 03 dez. 2016.


domingo, 27 de novembro de 2016

Poema autoral: Paisagem-poesia-poesagem

O Sol decidiu pousar no mar.
Nem este apagou aquele
Nem aquele evaporou este.

Pode-se arriscar outro palpite:
Já surgiu inteiro emerso do mar
Na baía lá de Tóquio, reluzente.

O único ente evaporado,
De vergonha quase morta,
É a reles imaginação do poeta.

Este pausa o pensamento,
eleva os olhos para além
e vê a janela e não mais o papel.

Então, pousa na mesa a caneta,
Caminhando sai porta afora
E encontra o Sol de braços abertos.

Uma paisagem-luz tarrafeia
De cima a baixo todo o cenário:
Uma planície ampla é plenamente

Capturada por meus olhos
Que escaneiam tudo ao redor
E guardam todinho o azul dentro de si.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Um dos meus poemas prediletos: Soneto II, de Pablo Neruda, do livro Cien sonetos de amor

Disponível em: http://www.poemas-del-alma.com/soneto-ii.htm. Acesso em: 24 nov. 2016.

Amor, cuántos caminos hasta llegar a un beso, 
qué soledad errante hasta tu compañía! 
Siguen los trenes solos rodando con la lluvia. 
En Taltal no amanece aún la primavera. 

Pero tú y yo, amor mío, estamos juntos, 
juntos desde la ropa a las raíces, 
juntos de otoño, de agua, de caderas, 
hasta ser sólo tú, sólo yo juntos. 

Pensar que costó tantas piedras que lleva el río, 
la desembocadura del agua de Boroa, 
pensar que separados por trenes y naciones 

tú y yo teníamos que simplemente amarnos, 
con todos confundidos, con hombres y mujeres, 
con la tierra que implanta y educa los claveles.

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Pequeno grande texto: Lygia Bojunga Nunes


Homepage
Disponível em:http://www.casalygiabojunga.com.br/pt/livroatroca.html. Acesso em: 24 nov. 2016.

LIVRO - A troca

Pra mim, livro é vida; desde que eu era muito pequena os livros me deram casa e comida.
Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava num outro e fazia telhado.
E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro.
De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tanto olhar pras paredes). Primeiro, olhando desenhos; depois, decifrando palavras.
Fui crescendo; e derrubei telhados com a cabeça.
Mas fui pegando intimidade com as palavras. E quanto mais íntimas a gente ficava, menos eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas. Só por causa de uma razão: o livro agora alimentava a minha imaginação.
Todo dia a minha imaginação comia, comia e comia; e de barriga assim toda cheia, me levava pra morar no mundo inteiro: iglu, cabana, palácio, arranha-céu, era só escolher e pronto, o livro me dava.
Foi assim que, devagarinho, me habituei com essa troca tão gostosa que – no meu jeito de ver as coisas – é a troca da própria vida; quanto mais eu buscava no livro, mais ele me dava.
Mas, como a gente tem mania de sempre querer mais, eu cismei um dia de alargar a troca: comecei a fabricar tijolo pra – em algum lugar – uma criança juntar com outros, e levantar a casa onde ela vai morar.

(Mensagem de Lygia Bojunga para o Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil, traduzida e divulgada nos 64 países membros do IBBY*).

*Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens, em inglês International Board on Books for Young People
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eBiografia
Disponível em: https://www.ebiografia.com/lygia_bojunga/. Acesso em: 24 nov. 2016.

Biografia de Lygia Bojunga

Lygia Bojunga (1932) é uma escritora brasileira de literatura infanto-juvenil. Foi a primeira autora fora do eixo Estados Unidos – Europa a receber o Prêmio Hans Christian Anderson, o mais importante prêmio literário da literatura infanto-juvenil.
Lygia Bojunga (1932) nasceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, no dia 26 de agosto de 1932. Com oito anos mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Em 1951 entrou para a Companhia de Teatro Os Artistas Unidos, que se apresentou pelo interior. Nessa época passou a atuar como atriz de rádio e participava de programas de televisão.
Em busca de uma vida integrada à natureza mudou-se para o interior do Estado do Rio de Janeiro. Abandonou os palcos e as outras atividades na televisão. Junto com o marido fundou a “Toca”, uma escola rural para crianças carentes.
Em 1972 publicou seu primeiro livro “Os colegas”, uma fábula que conta a aventura de cinco animais, os cachorros Virinha, Latinha e Flor-de Lis, o coelho Cara de Pau e o urso Voz de Cristal. A obra ganhou vários prêmios nacionais e internacionais.
A produção literária de Lygia Bojunga se caracteriza pela fantasia e pela realidade, onde aborda questões sociais com lirismo e humor. Entre suas publicações destacam-se: “Angélica” (1975), “A Bolsa Amarela” (1976), “A Casa da Madrinha” (1978) e “O Sofá Estampado” (1980).
Em 1982 recebeu o Prêmio Hans Christian Andersen, importante premiação dada à literatura infanto-juvenil. Foi a primeira mulher a receber essa premiação fora do eixo Estados Unidos – Europa. Nesse mesmo ano muda-se para a Inglaterra, vindo constantemente ao Brasil.
Em 1988 voltou a atuar nos palcos do Brasil e do exterior. Em 2002 publicou “Retratos de Carolina” - o primeiro livro publicado em sua própria editora, a Casa Lygia Bojunga. Em 2004, a autora é a primeira escritora infanto-juvenil a ganhar o prêmio Astrid Lindgren Memorial Award, criado pelo governo da Suécia. Em 2006, criou a Fundação Cultural Lygia Bojunga com o objetivo de desenvolver ações para popularizar o livro.
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Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Bojunga. Acesso em: 24 nov. 2016.
Iniciou a sua vida profissional como atriz, tendo-se dedicado ao rádio e ao teatro, até voltar-se para a literatura. Com a obra Os colegas (1972) conquistou um público que se solidificou com Angélica (1975), A casa da madrinha (1978), Corda bamba (1979), O sofá estampado (1980) e A bolsa amarela (1981). Por estes livros recebeu, em 1982, o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante prêmio literário infantil, uma espécie de Prêmio Nobel da literatura infantil. O prêmio foi concedido pela International Board on Books for Young People, filiada à UNESCOOs colegas já antes havia conquistado o primeiro lugar no Concurso de Literatura Infantil do Instituto Nacional do Livro (INL), em 1971, com ilustrações do desenhista Gian Calvi.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Ilustrações do livro Mosqueiro: lendas e mistérios

  Em fins dos anos de 1980, desenhei algumas ilustrações para o famoso livro Mosqueiro: lendas e mistérios, do professor Claudionor dos Santos Wanzeller, que foi meu professor de Português no ensino médio e, posteriormente, amigo e colega de trabalho, já que também sou professor de Português. O livro foi publicado em 2005.

Capa do livro, desenhada por Dilson Néri de Araújo

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As ilustrações são estas:

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