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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Outro poema autoral: Samaúma

 I

Erguidos os braços peludos
sombreiramente sobre nossas cabeças
um enorme guarda-sol
vegetal
protege-nos
marca e orienta os destinos
viajantes pescadores marinheiros
protetora e mãe
de aves répteis
bromélias orquídeas trepadeiras várias
um miniecossistema de saudades

                                                II

Quando sob o sol equatorial
nevam plumas na planície
numa metálica-esvoaçante chuva
as lembranças mostram-se traços
                    inconscientes
                    silhuetas leves
indo no vento, voando flutuando
no espaço e no tempo intangíveis
da memória
 espraiando-se, disseminando boas novas
em dispersas nuvens
revoadas
 a irem fecundar longes terras
 no cio

                                             III

No ar a ideia clara
de vida e beleza
tempo chuva rio
em nosso olhar amazônida
O vasto estético cogumelo
acústico abrigo de auriverdes
aves faladoras gritadoras

E cada manhãzinha acorda em festivas revoadas
Sobre o cogumelo à noite
um luar m´stico
num beijo lunar alimentando
a paisagem de lembranças indígenas
rituais tupimambás nas sapopemas
Morubiras
respondendo ao batuque ancestral
Puçangas amaldiçoando o agora
e seus técnicos laudos
Uma coruja murucututu
agoura nos galhos as motosserras
e as canetas que assinam
vis papéis... assassinos

                                                IV

A floresta lamenta com dolência
Cajuís castanheiras siriúbas açaizais
pés de pupunha choram a irmã mãe-de-todos...
Tatus mucuras calangos
desconfiados
adivinham o fim trágico
e inevitável
Pena o trovão de Tupã
                               não castigar mais...
                                 Verde copa
                       verdes ramos      verde indo
                                verde ido

                                               V

O silêncio desumano (des)mata a floresta
e a poesia
                                  CURUMINS ESPIRITUAIS
                                     agora estão à mercê do sol
abrasador
     e
     da
fria
chu
    va da madrugada...

                                Adeus verde copa
                          verdes ramos     verde indo indo
                                         Verde já ido


                  O coração da mata já não pulsa


                     ... em luto, a madrugada sopra fria

domingo, 8 de janeiro de 2017

Um poema autoral: Minha história

Eu me chamo Carlinhos.
Minha alegria se foi quando expulsaram
minha família da terra
que pensávamos que era nossa.

Plantar, colher: mandioca, aipim, milho.
Frutas de todo tipo.
Criar cabras. Ordenhar. Beber leite.
E comer queijo. Das galinhas, comer os ovos.
Tudo parecia perfeito.

Mas chegam os homens.
Mostram papéis. Terra não é mais nossa...
Nossas só as estradas poeirentas, e a desesperança.

Hoje tenho 30 anos. Casei. Tenho mulher
e três filhos. Sou feliz.
Mas nunca esquecerei aquele menino,
chorando por não ter mais lar.
Ele tinha apenas 10 anos.

domingo, 18 de dezembro de 2016

VÍDEO DALCÍDIO JURANDIR 2ª


UNAMA 

DALCÍDIO JURANDIR 1ª parte





UNAMA 
Vídeo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=MhunH0MbRWU. Acesso em: 18 dez. 2016.

Sociedade e Cultura da Amazônia nos Romances de Dalcídio Jurandir (6º encontro do Ciclo Diálogos sobre a Amazônia na Contemporaneidade - 2ª edição) por Sergio R V Bernardo - publicado 25/11/2015 17:01 - última modificação 18/12/2015 10:26

Neste encontro do ciclo, Willi Bolle tratou da obra do escritor e jornalista Dalcídio Jurandir. Em seus romances, o autor paraense tratou, principalmente, da condição social das pessoas da Ilha de Marajó e de Belém do Pará, de sua identidade, suas formas de sobrevivência e redes de apoio.

Sociedade e Cultura da Amazônia nos Romances de Dalcídio Jurandir (6º encontro do Ciclo Diálogos sobre a Amazônia na Contemporaneidade - 2ª edição)

por Sergio R V Bernardo publicado 25/11/2015 17:01 última modificação 18/12/2015 10:26

Neste encontro do ciclo, Willi Bolle tratou da obra do escritor e jornalista Dalcídio Jurandir. Em seus romances, o autor paraense tratou, principalmente, da condição social das pessoas da Ilha de Marajó e de Belém do Pará, de sua identidade, suas formas de sobrevivência e redes de apoio.

Dalcídio Jurandir Mini Documentário Amador

Vídeo disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=QvEDWXWGPYQ. Acesso em: 18 dez. 2016.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Poemas de Lila Ripoll



Disponível em: http://bolademeiaboladegude.blogspot.com.br/2010/05/1o-de-maio-com-lila-ripoll.html. Acesso em: 17 dez. 2016.

sábado, 1 de maio de 2010


1o de maio com Lila Ripoll

Nossa poetisa, comunista, apaixonada. Ela pode homenagear os trabalhadores e as trabalhadoras muito melhor do que eu neste 1o de maio. E melhor: nos anima para seguir lutando.

FESTEJO

Foi num primeiro de maio,
na cidade de Rio Grande.
O céu estava sem nuvens.
O mês das flores nascia.
O vento lembrava as flores
no perfume que trazia.
O povo reuniu-se em festa
pois a festa era do povo.
Crianças, homens, mulheres,
o povo unido cantava.
O povo simples da rua,
comovido se abraçava.
O mês das flores nascia
e o vento lembrava as flores
no perfume que trazia.
Foi num primeiro de maio,
de pensamento profundo.
“Uni-vos, ó proletários,
ó povos de todo o mundo”.
Unido estava em Rio Grande,
o povo simples cantando,
No peito de cada homem
uma esperança se abria.
Em qualquer parte do mundo
uma estrela respondia.
Era primeiro de maio
dia da festa do mundo.
O velho parque esquecido
tinha um ar claro e risonho.
Germinava no seu peito
o calor de um novo sonho.
Misturavam-se cantigas,
frases, risos, alegrias.
No peito de cada homem,
um clarão aparecia.
Surgiam jogos e prendas,
hinos subiam ao ar.
Em cada grupo uma história
alguém queria contar.
A tecelã Angelina,
vivaz e alegre cantava,
Recchia - o líder operário
ria e confraternizava.
Era primeiro de maio,
dia de festa do mundo.
Foi quando a voz calma e séria,
no velho parque vibrou,
e um convite alvissareiro
o povo unido escutou:
“Amigos, a rua é larga.
Unidos vamos partir.
A nossa ‘União Operária’
nós hoje vamos abrir.”
No peito de cada homem
Um clarão aparecia.
Em qualquer parte do mundo,
uma estrela respondia.
“A casa de nossa classe,
fechada por que razão?
Amigos, vamos à rua,
e as portas se abrirão.”
A onda humana agitou-se,
Cresceu em intensidade .
Em coro as vozes subiram
clamando por liberdade.
“Á rua,à rua, sem medo,
unidos, vamos marchar.”
Foi como se uma rajada
De vento encrespasse o mar.

(Primeiro de Maio, 1954)


PASSEATA

Sem demora, a passeata organizou-se.
Rompeu-se a indecisão.
Um sopro audaz passava em cada rosto,
onde os olhos falavam com estrelas,
na densa escuridão.
Espontâneas as filas se formaram
e ergueram-se a cantar.
Nas mãos erguidas, lenços tremularam,
impacientes também para avançar.
- Quem vai na frente? Quem? disseram vozes.
E três vultos surgiram, decididos.
Eram pedreiros uns. Outros portuários.
- Recchia, Osvaldino, Honório, Euclides Pinto -
e também Angelina, a tecelã.
E a passeata iniciou-se: “Adiante, amigos
Avancemos sem medo. A rua é nossa.”
Ouviu-se a voz sonoramente clara,
indicando o caminho a percorrer.
Decididos, os passos ritmados
marcaram os primeiros movimentos.
Punhos fechados,
lenços agitados,
e o vento acompanha o movimento
da marcha triunfante.
“A Bandeira na frente, companheiros”,
e Angelina surgia, erguida fina,
tocada pela luz da tarde mansa,
como um vivo estandarte a caminhar.
Os passos ritmados,
batiam sem cessar.
“Viva a classe operária. Salve. Viva!”
Era o coro das vozes a clamar.
Como um pássaro verde, muito verde,
a Bandeira voava,
revoava,
por sobre o mar humano a se espraiar.
Flutuavam lenços, mãos gesticulavam.
Vozes subiam animando a marcha.
E as filas andavam sem parar.
A “União” já estava quase a aparecer
e os punhos se fechavam.
Um sopro audaz passava em cada rosto.,
onde os olhos brilhavam.
“Viva a ‘União’, companheiros, viva o povo”.
E a voz interronmpeu seu entusiasmo
e um silêncio caiu, inesperado.
E logo uma palavra subiu clara,
atravessando homens e mulheres,
como um fino punhal.
“A polícia, a polícia, companheiros”.
E houve um leve arquejar. E alguém falou:
“Avançar, companheiros, avançar.”
Era Recchia investindo desarmado
E a onda contida transbordou.

(Primeiro de Maio, 1954)

ANGELINA

A massa resiste,
rebelde,
indomável,
erguendo muralhas,
de peitos e braços,
às frias espadas,
aos altos fuzis.
A rua tranquila,
tão cheia de cantos,
encheu-se de cinza,
de sangue e de pó.
O povo resiste
e os tiros aumentam.
Protestam as vozes
Num vivo clamor.
Respondem espadas,
fuzis apontados,
fuzis metralhando.
A massa recua,
retorna e avança
com novo vigor.
Na rua estendidos,
Euclides e Honório,
e mais Osvaldino,
fecharam seus olhos,
seus lábios calaram.
As vagas aumentam
de ódio incontido.
E há novos protestos
do povo ferido.
Alguém arrebata
das mãos de Angelina
a verde Bandeira
que ondula no ar.
Os tiros procuram
o peito de Recchia.
E os tiros ficaram
no peito a morar.
Os olhos dos homens
refletem angústia,
revelam paixão.
Ferido está Recchia,
e há sangue no chão.
Ninguém junto ao leme,
ninguém no comando.
Vermelhas papoulas
matizam o chão.
O rosto em tormento,
cabelos ao vento,
retorna Angelina,
mais alta e mais fina.
“A nossa Bandeira,
nas mãos da polícia?”
E à luta regressa,
com febre no olhar.
Os braços erguidos,
subiam, caiam,
em meio a outros braços,
o mastro a arrastar.
E às mãos vitoriosas,
num breve momento,
retorna a Bandeira
batida de vento.
Um frio estampido
correu pelo espaço,
na rua vibrou.
Vacila a Bandeira,
vacila Angelina,
e a flor de seu corpo
na rua tombou.
(Primeiro de Maio,1954)

*********


Disponível em: http://www.elfikurten.com.br/2015/08/lila-ripoll-o-fazer-poetico.html. Acesso em: 18 dez. 2016.

Lila Ripoll - o fazer poético

Lila Ripoll - Acervo Delfos/PUCRS
Lila Ripoll, nascida em 12 de agosto de 1905, em Quaraí (RS), pianista, poeta e presença de grande destaque na literatura sul-rio-grandense. Em 1927, deixou a sua cidade Natal para estudar em Porto Alegre. Formou-se em piano no Conservatório de Música (Instituto de Artes da UFRGS). Colabora na Revista Universitária e nela publica poemas.
Em 1930, Lila ingressou no magistério estadual e lecionou Canto Orfeônico no Grupo Escolar Venezuela. Nessa época, aproximou-se do grupo de escritores gaúchos que ficou conhecido como a Geração de 30, o qual contava com a participação de Reynaldo Moura, Manoelito de Ornellas, Dyonélio Machado, Carlos Reverbel e Cyro Martins, entre outros. 
Em 1934 , com o assassinato, por motivos políticos, de seu primo e irmão de criação Waldemar Ripoll, militante do Partido Libertador Lila engajou-se na luta política. Em 1935, Lila Ripoll participou da Frente Intelectual do Partido Comunista, militou no Sindicato dos Metalúrgicos, onde fundou, inclusive, um Coral.
Em 1938, Lila publicou De Mãos Postas, livro bem acolhido pela crítica; em 1941, o seu segundo livro de poemas, Céu Vazio, obra que obteve o Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras. Em 1944, casou-se com Alfredo Luis Guedes. 
Após 1945, com a legalização do Partido Comunista, a escritora intensificou a sua participação no Partido Comunista, lutando pelas reivindicações do operariado. Ao mesmo tempo, publicava seus textos na revista A província de São Pedro. 
Em 1947, Lila lança o livro Por quê? no Rio de Janeiro. Em 1949, ficou viúva e, muito deprimida, voltou-se mais ainda para a militância política, atuação que fora muito apoiada pelo marido. Em 1951, Lila participava ativamente na Revista Horizonte, publicava renomados escritores da época, tais como Pablo Neruda e Gabriela Mistral. Da equipe gráfica da Revista, faziam parte grandes artistas plásticos do sul, como Carlos Scliar, Iberê Camargo, Vasco Prado e outros. Nesse mesmo ano, Lila lançou Novos Poemas, obra que lhe rendeu o prêmio Pablo Neruda da Paz. Junto com outros grandes escritores, Lila empenhava-se em campanhas pacifistas.
1954 é o ano de Primeiro de Maio, longo poema sobre o massacre do dia do trabalhador em Rio Grande. Em 1955, colaborou com A Tribuna, órgão do Partido Comunista. Em 1958, ocorreu a estréia de sua peça Um Colar de Vidro no Theatro São Pedro, sob direção de Luiz Carlos Saroldi. Em 1961, publicou O coração Descoberto, com apoio de intelectuais cariocas. 
Em 1964 foi presa, logo após o Golpe Militar, mas libertada em seguida devido ao seu estado de saúde, vítima de câncer em estágio avançado. Em 1965, escreveu Águas Móveis e, em 1967, faleceu em Porto Alegre, sendo enterrada no cemitério da Santa Casa de Misericórdia pelos companheiros do Partido.
:: Fonte: Delfos Espaço de Documentação e Memória Cultural - PUCRS. (15.8.2015).


PRÊMIOS
1941 – Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras pela obra Céu vazio.
1951 – Prêmio Pablo Neruda pela obra Novos Poemas.



Capa do livro "Obra completa Lila Ripoll"
OBRA DE LILA RIPOLL
Poesia
:: De mãos postas. Porto Alegre: Livraria do Globo, 1938.
:: Céu vazio: poesia. Porto Alegre: Livraria do Globo, 1941. 
:: Por quê?. Rio de Janeiro J. Olympio, 1947. Poesia.
:: Novos poemas. Porto Alegre: Horizonte, 1951.
:: Primeiro de maio. Porto Alegre: Horizonte, 1954. 
:: Poemas e canções. Porto Alegre: Horizonte, 1957.
:: O coração descoberto. Rio de Janeiro. Vitória, 1961.
:: Águas móveis. Poemas inéditos de 1965.

Teatro
:: Um colar de vidro (peça teatral inédita). Porto Alegre, 1958.

Antologia e obra completa
:: Antologia poética. [organização Walmyr Ayala]. Rio de Janeiro Leitura; Instituto Nacional do Livro / MEC, 1967.  
:: Poesias. [organização e compilação Sergio Faraco]. Cadernos do Extremo Sul. Alegrete, 1968. 
:: Ilha difícil: antologia poética. [organização e seleção Maria da Glória Bordini]. Porto Alegre Editora da Universidade / UFRGS, 1987.
:: Obra completa. [organização Alice T. Campos Moreira]. Porto Alegre: IEL/ Movimento, 1998.

Antologia (participação)
:: Perfis de musas, poetas e proseadores brasileiros. [organização Alzira Freitas]. Porto Alegre: Thurmann, 1956.
:: Antologia da poesia quaraiense[organização João Batista Marçal]. Porto Alegre: Pirâmides, 1977.

Artigos em periódicos
Lila Ripoll, de Carlos Scliar (1953)
:: Enigmaem: Dom Casmurro. Rio de Janeiro. v.4, n.155, p.7, 29 jun. 1940.
:: Bilhete a Mario Quintanaem: Dom Casmurro. Rio dc Janeiro. v.4, n.165, p.7, 7 set. 1940.
:: Procissãoem: Revista do Globo. nº 290, p.45, 22 fev. 1941.
:: Cirandaem: Revista do Globo. nº.296, p.16, 31 maio 1941.
:: Sombrasem: Revista do Globo. nº 309, p.41, 6 dez. 1941.
:: Assovioem: Revista do Globo. nº.309, p.41, 6 dez. 1941.
:: Sem soluçãoem: Revista do Globo. n309, p.41,6 dez. 1941.
:: Abstraçãoem: Revista do Globo. n.371, p.41, 18 abr. 1942.
:: Procedênciaem: Revista do Globo. nº.371, p.41, 18 abr. 1942.
:: Nilson Bertoline, jovem de 20 anos. Uma nova expressão da poesiaem: Revista do Globo. nº.355, p.12, 22 jan. 1944.
:: Anunciaçãoem: Província de São Pedro. v.1, n.2, p.56-57, set. 1945.
:: Milagreem: Província de São Pedro. v.1, n.2, p.57, set. 1945.
:: Momentoem: Província de São Pedro. v.1, n.2, p.57-58, set. 1945.
:: Naufrágioem: Província de São Pedro. v.2, n.4, p.46, mar. 1946.
:: Rondóem: Província de São Pedro. v.2, n.4, p.46-47, mar. 1946.
:: Cançãozinha sem sentidoem: Província de São Pedro. v.3, n.10, p.49, dez. 1947.
:: Degredoem: Província de São Pedro. v.3, n.10, p.50, dez. 1947.
:: Que a aurora desponte no céu de amanhãem: Horizonte. Porto Alegre. n.4, p.3, 20 dez. 1950.
:: Cirandaem: Horizonte. Porto Alegre. n.5, p.124, maio 1951.
:: Apresentação do poeta Carlos Castro Saavedraem: Horizonte. Porto Alegre, n.6, p.109-111, 1951. 
:: A Gabriela Mistralem: Horizonte. Porto Alegre. n.9, p.254, set. 1951.
:: Não guasqueies, sem precisão nem grites sem ocasiãoem: Horizonte. Porto Alegre. n.10, p.288, out. 1951.
:: A um poetaem: Horizonte. Porto Alegre. n.11/12, p.317, nov./dez. 1951.
:: Raladaem: Horizonte. Porto Alegre. v.2, n.6, p.146-147.
:: Alvoradaem: Horizonte. Porto Alegre. v.2, n.10, p.268, dez. 1952.
:: Poesiaem: Horizonte. Porto Alegre. v.4, n.26, p.19, jan / fev.1954.
:: Primeiro de Maioem: Horizonte. Porto Alegre. v.4, n. 27, p.55-56, mar. /abr. 1954. 
:: Crianças e brinquedosem: Horizonte. Porto Alegre. v.4, n.29, p.124, nov./dez.1954.
:: Momentos líricosem: Correio do Povo. Porto Alegre, 1 out. 1961. p.5.
:: Gritoem: Correio do Povo. Porto Alegre. 8 jan. 1967. p.11. Crítica Literária.
:: Noiteem: Correio do Povo. Porto Alegre. 8 jan. 1967. p.12. Crítica Literária.
:: Lirismoem: Correio do Povo. Porto Alegre. 5 fev.
:: Pianoem: Correio do Povo - Letras e livros. Porto Alegre. 21 ego 1982, p.6.
:: Rosasem: Correio do Povo  - Letras e livros. Porto Alegre, p.6.
:: Noiteem: Correio do Povo - Letras e livros. Porto Alegre. 21 ago. 1982, p. 6. 
:: Campoem: Correio do Povo - Letras e livros. Porto Alegre. 21 ago. 1982, p. 6. 
:: Chorinho. em: Documento. Porto Alegre. v.1, jul./ago. 1990.


TRADUÇÕES REALIZADAS POR LILA RIPOLL
BARDÉSIO, Orfila. Canto da camponesa. [tradução Lila Ripoll]. Revista do Globo n.327: 41, 26 set. 1942. 
HIKMET, Nazim. Um poeta. [tradução Lila Ripoll]. Horizonte. Porto Alegre. n.11 e 12. nov./dez. 1951, p.323.
ARAGON, Louis. Balada para o que cantou no suicídio. [tradução Lila Ripoll]. Horizonte. Porto Alegre. n.11 e 12. nov./dez. 1951, p. 323.

Lila Ripoll - Acervo Delfos/PUCRS