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terça-feira, 11 de abril de 2017

Excelente iniciativa: reedição do romance Ponte do Galo, de Dalcídio Jurandir

Apoie e faça parte dessa reedição histórica de um dos maiores romances da literatura brasileira.
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R$ 1.170
apoiados por 14 pessoas
12%
56 dias restantes
Meta R$ 9.300
Campanha Flexível 
Você pode apoiar este projeto até o dia 06/06/2017 às 23h59m59s
Disponível em:https://www.catarse.me/ponte_do_galo. Acesso em: 11 abr. 2017.

O projeto
Após 46 anos, a obra Ponte do Galo, do grande romancista Dalcídio Jurandir, ganhará sua primeira reedição. Uma edição única, em livro físico e e-book, de um clássico da literatura amazônica que integra o chamado Ciclo do Extremo-Norte e é objeto de estudo dentro e fora do Brasil.
Para que essa iniciativa dê certo, no entanto, precisamos da participação de vocês. Um projeto colaborativo e profissional, com a devida qualidade gráfica que a obra merece. Esta segunda edição contará com prefácio do escritor e pesquisador Paulo Nunes, fotografia de capa de Eliseu Pereirailustrações de Paloma Franca Amorim e design de Dênis Girotto de Brito.

Vamos!?
catarse é um site de financiamento coletivo. Aqui você pode apoiar financeiramente o projeto de reedição de "Ponte do Galo". Dentre as diversas vantagens, você tem um preço diferenciado, acesso a várias recompensas e comodidade no recebimento do produto! Tudo isso de forma 100% segura.
Para ajudar esse belíssimo projeto a sair do papel é só escolher sua recompensa aí do lado direito e colaborar. Sua contribuição dará vida a essa obra e ajudará a manter acessa a chama da Literatura Brasileira, em especial a Literatura Amazônica, não apenas colocando essa edição histórica novamente nas estantes dos leitores brasileiros como também incentivando a literatura desse grande autor de relevância além-fronteiras.

Recompensas
Como recompensas aos incentivadores desse projeto, temos livros, e-books, canecas personalizadas, pôsteres com ilustrações da Paloma Franca Amorim e a possibilidade de ver seu nome impresso no livro!

Quem está no projeto?

Características do livro
O livro será impresso em formato 140mm x 210mm, miolo em papel pólen soft 80g/m², e terá entre 200 e 250 páginas. A capa será impressa em papel supremo 250g/m² com laminação brilhosa e orelhas de 8cm.

Bem... é isso!
Esse é um projeto independente de uma pequena editora do nordeste paraense que objetiva resgatar obras de grande relevância para a literatura brasileira que, por circunstâncias quaisquer do mercado editorial, acabaram não sendo reeditadas e se tornaram raras e/ou inacessíveis aos leitores. O sucesso dessa campanha nos motivará a continuar trazendo reedições como essa para as suas mãos.
Desde já, agradecemos de coração o seu apoio! 
Orçamento

sexta-feira, 24 de março de 2017

Excelente notícia: “PONTE DO GALO” DE DALCÍDIO JURANDIR GANHARÁ REEDIÇÃO APÓS 46 ANOS


Disponível em:https://www.e-paragrafo.com.br/single-post/2017/03/10/%E2%80%9CPONTE-DO-GALO%E2%80%9D-DE-DALC%C3%8DDIO-JURANDIR-GANHAR%C3%81-REEDI%C3%87%C3%83O-AP%C3%93S-46-ANOS. Acesso em: 24 mar. 2017.


 


“PONTE DO GALO” DE DALCÍDIO JURANDIR GANHARÁ REEDIÇÃO APÓS 46 ANOS

10.03.2017

É com imenso prazer que anunciamos o projeto de reedição do livro “Ponte do Galo”, do grande romancista brasileiro Dalcídio Jurandir. O livro é o sétimo romance do Ciclo do Extremo-Norte e foi publicado em 1971 pela Editora Martins/MEC.

Objeto de estudo dentro e fora do Brasil, a obra Dalcidiana é, sem dúvida, uma das mais ricas e relevantes da Literatura Brasileira e tem passado por certo ostracismo devido a falta de reedições, principalmente dos últimos romances do ciclo. Diante desse cenário, a Pará.grafo Editora lança-se no desafio de trazer “Ponte do Galo” numa nova edição, em formato físico e e-book, tornando o livro acessível ao público leitor.

O livro contará com a participação do escritor e pesquisador Paulo Nunes na elaboração do texto de prefácio, da Paloma Franca Amorim na ilustração do miolo e fotografia do marajoara Eliseu Pereira para a capa.

Para dar vida a esse projeto e tirá-lo do papel, iniciaremos a partir do dia 27 de março de 2017 uma Campanha de Financiamento Coletivo para captação dos recursos necessários. Nessa campanha, o leitor poderá colaborar de diversas formas e receberá recompensas por isso. Entre as recompensas estarão o livro físico, e-book, marca página, caneca personalizada, pôsteres e a possibilidade de ter seu nome impresso nessa edição histórica.

A participação dos leitores como incentivadores desse projeto é muito importante e contamos com a sua ajuda também para divulgar essa iniciativa.

Logo teremos mais novidades. Fiquem atentos e abraços literários!
                                                                         

                                                                             ***********
Abaixo, capa da 1ª. edição de Ponte do Galo, de 1971
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Max Martins

Naquela época, Max queria passar a semana em Mosqueiro e os finais de semana em Belém. Vejam matéria no Diário do Pará de 21 de novembro de 1986:

Topografias da saudade: Doce Mosqueiro, de areias claras e ondas sem sal

Para matar as saudades dos anos de 1980, na ilha de Mosqueiro, vejam esta página, do jornal Diário do Pará, de 10 de julho de 1988:

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Outro poema autoral: Samaúma

 I

Erguidos os braços peludos
sombreiramente sobre nossas cabeças
um enorme guarda-sol
vegetal
protege-nos
marca e orienta os destinos
viajantes pescadores marinheiros
protetora e mãe
de aves répteis
bromélias orquídeas trepadeiras várias
um miniecossistema de saudades

                                                II

Quando sob o sol equatorial
nevam plumas na planície
numa metálica-esvoaçante chuva
as lembranças mostram-se traços
                    inconscientes
                    silhuetas leves
indo no vento, voando flutuando
no espaço e no tempo intangíveis
da memória
 espraiando-se, disseminando boas novas
em dispersas nuvens
revoadas
 a irem fecundar longes terras
 no cio

                                             III

No ar a ideia clara
de vida e beleza
tempo chuva rio
em nosso olhar amazônida
O vasto estético cogumelo
acústico abrigo de auriverdes
aves faladoras gritadoras

E cada manhãzinha acorda em festivas revoadas
Sobre o cogumelo à noite
um luar m´stico
num beijo lunar alimentando
a paisagem de lembranças indígenas
rituais tupimambás nas sapopemas
Morubiras
respondendo ao batuque ancestral
Puçangas amaldiçoando o agora
e seus técnicos laudos
Uma coruja murucututu
agoura nos galhos as motosserras
e as canetas que assinam
vis papéis... assassinos

                                                IV

A floresta lamenta com dolência
Cajuís castanheiras siriúbas açaizais
pés de pupunha choram a irmã mãe-de-todos...
Tatus mucuras calangos
desconfiados
adivinham o fim trágico
e inevitável
Pena o trovão de Tupã
                               não castigar mais...
                                 Verde copa
                       verdes ramos      verde indo
                                verde ido

                                               V

O silêncio desumano (des)mata a floresta
e a poesia
                                  CURUMINS ESPIRITUAIS
                                     agora estão à mercê do sol
abrasador
     e
     da
fria
chu
    va da madrugada...

                                Adeus verde copa
                          verdes ramos     verde indo indo
                                         Verde já ido


                  O coração da mata já não pulsa


                     ... em luto, a madrugada sopra fria