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domingo, 20 de janeiro de 2013

Praia

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A flor

do marupá

já desabrocha

e o mar

amor

na preamar

surra as rochas

negras

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                                   as estrelas

                                   a noite

                                   o sol

                                   o luar

                                   o arrebol

 

as areias cor-de-areia

a verdura dos barrancos

a seminudez dos banhistas

a quadra e as escadarias

as pedras Rei e Rainha

o Bispo-Sem-Cabeça

a passear por ti

pequena triste praia.

Não me saia da lembrança

               nunca,

                                                 não me saia!

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Observação importante: Praia do Bispo – Fotos históricas.

Tratam-se, segundo o pesquisador Cássio Silva, de verdadeiras relíquias! São consideradas fotos sem identificação no acervo do Museu Virtual do Museu Estadual de Pernambuco (MEPE) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), agora devidamente identificadas!

Acervo datado entre 1908 - 1946, pertencente à coleção Etnográfica Carlos Estevão, Pernambucano, advogado, poeta e folclorista, ex-diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Note que ainda não há o canhão no espaço a frente do mirante.
Fonte: UFPE
Pesquisa: Cássio Silva - Loja Carinha Di Anjo, sob orientação do Prof. Alcir Alvarez.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

E o vento levou…

E o vento

Propomos aqui um jogo. Aquele antigo de adivinhação, conhecido como “O que é, o que é?” Neste caso, pode ser também entendido como “Quem é, quem é?”

Quase 8 anos… enfim, ‘ele’ se vai…

And gone with the wind… (E o vento levou…) Ou, pelo menos, está quase levando. Quem dera poder esquecê-lo…

Mas, será possível, com este seu fabuloso legado -- feio para os olhos, horrível para o olfato, péssimo para a saúde?!…

Seria, então, desse modo que, há quase 8 anos, a promessa amarela de tornar Mosqueiro “o polo turístico” de Belém se concretizaria?… Polo, de fato, já era. “Era” necessário revitalizá-lo. Mas o que foi feito para tal?

As “atrações turísticas seguem abaixo”:

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Estas 3 (três) fotos “artísticas” foram tiradas na R. 15 de Novembro (4ª Rua), a 150m da Agência Distrital de Mosqueiro. Imaginem se fosse a 15 km, como não estaria o lugar, então?

Vejamos outras:

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GEDC4975

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Fotos tiradas a mais ou menos 300m da Agência. Imaginem se fosse mais distante!… O irônico é que próximo do portão do cemitério “pode” ser jogado o lixo, mas aí em cima, não…

Vejamos outras próximas da Remígio Fernandez:

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GEDC4993

Fotos tiradas na R. Tocantins Pena, a mais ou menos 600m da Agência.

Então, ficamos a imaginar: como não estarão os lugares mais distantes desse “órgão”?

É preciso esclarecer que todas as fotos foram tiradas hoje, de manhã e de tarde, dia 05/12/2012. É lixo não recolhido desde sexta-feira; portanto, de seis dias…

Lembramos que segundo a Bíblia, Deus teria criado o mundo em 5 dias. Deu vida ao homem (Adão) no 6º dia, e descansou no 7º. Se os órgãos “””””competentes””””” resolverem fazer algo semelhante, “Deus tenha piedade de nós”, mosqueirenses!…

Pois é assim que está todinha a Ilha. Que pena! E bem na véspera de nosso Círio! Então, roguemos à N.Srª do Ó, nossa Padroeira, por favor “Socorrei-nos! Nossa Senhora!”…

Chegamos à conclusão que o legado “dele” é, de fato, inesquecível! Chego a ‘prender a respiração’ só de pensar nisso! De tanta emoção com sua partida!

sábado, 24 de novembro de 2012

Instantâneos paradisíacos

A armadilha de pedras
deitada longamente
se espreguiça na enseada enevoada.
Os maçaricos em revoada
a voar povoam a paisagem praieira
ali bem próxima da Ilha do Maracujá.

Quase geometricamente enfileiradas
e no conjunto perfeitamente encaixadas
, as pedras da camboa
semelham escuros ovos imperfeitos
, postos por esse animal gigante
a se arrastar em longa curva,
séculos atrás...
A canoa indígena aporta,
e seu tripulante tupinambá
salta imponente sobre
as seculares rochas,
cauteloso contra o possível
perigo oculto das arraias
em meio ao quase imóvel
entre a fria água e a lama cinza.

Seu reflexo
duplica na lagoa da camboa
seu poder sobre a pouca pesca represada:
camarões, peixes, siris...

Exceto pelos maçaricos,
o único outro som que ecoa
é o do incrível silêncio,
esse silêncio que leva embora
a mim e a meu imaginário ancestral
sobre estas águas do Mar Dulce.

Na mente, estampadas
estas míticas imagens
de cartão postal antigo,
carimbos na paisagem paradisíaca
: névoa no ar, névoa no mar,
nas areias, em tudo;
nos meus olhos mareados

,

sobretudo...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Na estrada (ou On the road)

Por Alcir Rodrigues

on the road. 2

Para o público admirador da Geração Beat (a Beat Generation), prato cheio! É que entrou no circuito nacional de cinema o filme de Walter Salles Na estrada, desde sexta-feira passada (13/07/2012).

filme on the road

O road movie tem por base o romance On the road, de Jak Kerouac (1922-1969), publicado pela primeira vez em 1957, consagrado como fato de relevância histórica no campo da Literatura Universal, e marco de uma geração que antecipou o movimento hippie.

wss

Por causa disso, aí vai um poema, de minha lavra:

Na biblioteca

 JKer

No grande salão, sentado, centrado também,

volvo o olhar para os leitores, mentes imersas,

sinapses superativadas, olhos, mãos e cérebros

em páginas rodando em linhas retas negras,

como se os quatro olhos ―uso óculos― fossem

as quatro rodas do Cadillac, em pleno asfalto

 

da Rota Sessenta e Seis, buscando a figura fugidia

de um Dean Moriarty, buscando o timbre

da voz de Jack Kerouac, com frio, com sede,

com fome de estradas e utópicos horizontes...

on the road

A vida em flashback de um Road Movie passa

na tela da memória, convidando a tequila e a mim

para uma fiesta en las autopistas de el México

a 150 km por hora e besos en las muchachas.

livro on the road

Os livro todos ali nas estantes sussurram-me

que os leia, como mosquitos aos milões

nas estradas zumbindo com vozes espectrais

de autores já há muito (l)idos, mas vivos de novo,

gritando ganidos silenciosos das páginas emanando...

JKer1 ws

Viva Jack Kerouac! Salve Walter Salles!

sábado, 30 de junho de 2012

O início...

 

Despertados pela claridade

embaçada do cinza frio da manhã,

dois corpos saltam

      céleres

      da cama, friamente,

deixando colcha,

           lençóis e travesseiros

do jeito como estavam,

pois resultaria inútil:

          estavam quase

              arrumados...

 

                                   Após banho e café,

                      cada um para o trabalho.

Na despedida, na rua

                        fria, cinza e ainda calma,

                um beijo seco,

                leve, breve

                frio,

                frívolo...

 

Talvez o início do fim!

aad

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O morcego gigante de Mosqueiro: fato ou boato?

morcego gigante

Tudo leva a crer que a captura de um morcego de dimensões mais que avantajadas, aqui na Ilha de Mosqueiro, há poucos meses, não passou de uma fraude. Em relação a isso, podemos aproveitar tal ensejo para parafrasear ―e, assim, também homenagear―algumas palavras emblemáticas atribuídas ao político e revolucionário russo Vladímir Ilicch Lênin (1818-1883), visto que se trata de mais um caso de uma mentira tantas vezes repetida que chegou ao ponto de a julgarem verdadeira. As palavras são estas: “Uma mentira repetida continuamente acaba se transformando em verdade”.

Primeiramente, tudo que existe de fato a respeito desse ‘monstro’ é uma única foto, postada em um blog, e repostada às dezenas de vezes por outros blogueiros de plantão (E, cá para nós, a foto “cheira” a montagem!), juntamente com um texto ao qual as repostagens acrescentaram alguns breves comentários. No entanto, nenhuma dessas repostagens atentou para o fato de que não há outras fotos, inclusive aquelas que poderiam ter sido tiradas a partir de outros ângulos. Também não há videos, coisa tão ao gosto dos internautas, que os postam no Youtube, no Twitter, ou no Facebook. (Cá para nós, a foto “cheira” a montagem.)

Por outro lado, o animal não se parece nem um pouco com um morcego da Indonésia, como fora divulgado. É grande demais, talvez do tamanho de um automóvel popular. Parece ter cabeça assemelhada a um bode, além de apresentar furos na membrana das asas, em cuja ampliação se verificam semelhanças com lona de barraca de camping. E, além do mais, está sendo ‘vigiado’ por soldados com fardamento camuflado que, espantosamente, ignoram o animal, que está (bem mal) amarrado com cordas. Ele não deveria estar enjaulado? E quanto à faca de Itu, que nem está cravada no galho da árvore?

Alguns blogs afirmam que a captura do animal se deu na Baía-do-Sol. Só esquecem que essa localidade da ilha de Mosqueiro não é pequena. Daí a necessidade de indicar local e hora exatos em que o fato teria ocorrido. Não se revelam também os nomes de quem comandou a operação e de qual cientista a ela estava ligado e que teria classificado o animal como morcego da indonésia. Além disso, nada foi cogitado sobre para qual instituição o estranho mamífero seria levado (Jardim Botânico, Emílio Goeldi, etc.; qual seu destino?).

Em certo blog, chegou-se ao cúmulo de se afirmar que a partir daquele momento estava explicada a origem do Chupa-Chupa em Colares, Baía-do-Sol, Mari-Mari, Itapeuapanema (popularmente: Tapiapanema) e Caruaru. Chama de falso ET. Que absurdo! E qual ET é verdadeiro?! Na verdade, a aparição de OVNIs nessa região específica do nordeste paraense está muito bem documentada. A própria aeronáutica brasileira investigou minuciosamente esse evento misterioso ocorrido no final da década de 1970; contudo, dos resultados dessa investigação pouco se sabe, pois quase nada os militares divulgaram.

Em uma remota possibilidade de esse morcego existir, ele iniciaria suas atividades em busca de alimento logo no início da noite, ali pelas 18:30h, aproximadamente, e retornaria para seu repouso próximo das 6:00h da manhã. Então, será que ninguém teria visto voando, nessas circunstâncias, uma criatura de tamanho porte agigantado? E quanto à mídia impressa, radiofônica e televisiva? Se o caso fosse fato, e não boato, não estaria sendo massivamente noticiado, não só de maneira local ou regional, mas nacional e internacional?

O professor Claudionor, no seu blog Mosqueirando, divulgou o ‘caso’ da captura do morcego gigante, mas sob a rubrica de “Mosqueiro conta seus ‘causos’”. Ou seja, trata-se de mais um “causo”, que, examinado sob a ótica da narratologia, compõe e enriquece o imaginário popular amazônida, até mesmo poeticamente. Mas, observado sob o prisma científico, ou mesmo o do jornalismo investigativo, não passa de um boato, que a custo querem transformar em fato. Portanto, uma farsa, mas que, mesmo repetida à exaustão, jamais ganhará o status de fato, pela simples razão de que o fato é capaz de sobreviver ao crivo da prova comprobatória, o que não é o caso (ou “causo”?) de que tratamos aqui.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Chegada

Mosqueiro-Chapéu-Virado antigo, vista para o Farol

De mãos dads com o sonho,

e acompanhada pelo vento

e o som das ondas,

ela volta para casa,

utopia

de refúgio e descanso.

img227

Sim, a cabana Yndaí

ainda esta ali,

situada em um Farol

sem tempoespaço,

--mítico--

com todos seus habitantes:

Georgina e André,

Maria e Raimundo,

e Wolney, que está

de chagada de Belém.

A menina entra,

a porta se fecha,

um novo sonho

começa a ser

sonhado...

docu0001

A Joana chegou:

uma suave voz se ouve.

Sorrisos largos se abrem.

Seus olhos se enchem de luz.