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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Fotos autorais: Marajó em foco

Fotos clicadas no Marajó, em janeiro de janeiro de 2014.


Menino montando búfalo (na Praia Grande de Salvaterra)


Garça vaidosa (na praia de Barra Velha, em Soure)


Mangueiro solitário de Barra Velha 


Paisagem em Barra Velha

O cão roubou a cena (Barra Velha)

Paisagem em Barra Velha II


A imponência do gavião (na Ecopousada Paracauari, em Soure)


Bela árvore em Barra Velha


O Curtume, em Soure

Canoa São José na Praia Grande (Salvaterra)


Esposa em frente à igreja (Salvaterra)


Aves (Praia Grande de Salvaterra)


Cavaleiros na Praia Grande de Salvaterra

Loja de artesanato em Soure

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Topografias poéticas

Eu na frente da casa do poeta Alphonsus de Guimaraens (1870-1921), na cidade histórica de Mariana, Minas Gerais:
Foto clicada por Helen Campinas (minha esposa)

Para quem desconhece o poeta, segue uma biografia dele, extraída da Wikipédia:

Alphonsus de Guimaraens, pseudônimo de Afonso Henrique da Costa Guimarães (Ouro Preto, de julho de 1870 – Mariana,15 de julho de 1921) foi um escritor brasileiro.
A poesia de Alphonsus de Guimaraens é marcadamente mística e envolvida com religiosidade católica. Seus sonetos apresentam uma estrutura clássica, e são profundamente religiosos e sensíveis na medida em que explora o sentido da morte, do amorimpossível, da solidão e da inadaptação ao mundo.
Contudo, o tom místico imprime em sua obra um sentimento de aceitação e resignação diante da própria vida, dos sofrimentos e dores. Outra característica marcante de sua obra é a utilização da espiritualidade em relação à figura feminina, que é considerada um anjo, ou um ser celestial. Alphonsus de Guimaraens é simultaneamente neo-romântico e simbolista.
Sua obra, predominantemente poética, consagrou-o como um dos principais autores simbolistas do Brasil. Traduziu também poetas como Stephane Mallarmé, em referência à cidade em que passou parte de sua vida, é também chamado de "o solitário de Mariana", a sua "torre de marfim do Simbolismo".
Sua poesia é quase toda voltada para o tema da Morte da Mulher amada.
Embora preferisse o verso decassílabo, chegou a explorar outras métricas, particularmente a redondilha maior (terminado em sete sílabas métricas).
Disponíveis (texto e imagem) em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Alphonsus_de_Guimaraens. Acesso em 04 jul. 2016.
Um belo poema de Alphonsus de Guimaraens:

Ismália


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...



Poema disponível em http://www.releituras.com/alphonsus_ismalia.asp. Acesso em: 04 jul. 2016.




Outro belo exemplar da poesia de Alphonsus:

                                                       As estâncias

                              - O amor tem vozes misteriosas
                              No coração implume...
                              - Como são cheirosas as primeiras rosas,
                              E os primeiros beijos como têm perfume!

                              - O amor tem prantos de abandono
                              No coração que morre...
                              - As folhas tombam quando vem o outono,
                              E ninguém as socorre!

                              - O amor tem noites, noites inteiras,
                              De agonias e de letargos...
                              - Que tristeza têm as rosas derradeiras,
                              E os últimos beijos como são amargos! 




domingo, 3 de julho de 2016

Um raro e lindo postal da ilha de Tatuoca


Frente
Verso 







                                                                  Tatuoca

A ilha de tatuoca é uma Ilha de pequena dimensão, avançada na direção da baía do Marajó, e que, de acordo com historiadores, servia de refúgio a cabanos durante o período da Cabanagem.Possui importância estratégica, em virtude de ser considerada um dos pontos de captação magnética na terra, tendo-se tornado, a partir de 1957, estação magnética de Tatuoca, por ser estação magnética fixa como ponto de referência e leitura do campo magnético da terra. As informações coletadas são empregadas em telecomunicações, pesquisa científica, prospecção de minerais e navegação aérea, terrestre e marítima.Existem atualmente, no Brasil, estações magnéticas fixas somente em Vassouras, no Rio de Janeiro, pelo observatório Nacional; e em Belém, administrada pelo CNPq, através do Museu Emílio Goeldi. A Estação Magnética de Tatuoca está em funcionamento há 49 anos.
Texto extraído do sítio Ver-Belém: Pará-Brasil. 
Disponível em:http://www.belem.pa.gov.br/ver-belem/detalhe.php?i=1&p=192. Acesso 02 jul. 2016.
Resultado de imagem para ilha de tatuoca

Imagem disponível em: http://www.panoramio.com/photo/78247826. Acesso em: 03 jul. 2016.

Segundo o livro acima, a ilha de Tatuoca, assim como a de  Cotijuba, pertenciam ao distrito de Mosqueiro, 

Curiosidades de Português



Resultado de imagem para tira-dúvidas de português Luiz A. P. Victória
Imagem disponível em: https://www.traca.com.br/livro/114027/tira-duvidas-portugues/. Acesso em: 03 jul. 2016.

"ANTES DO AVIÃO CHEGAR -- O certo será: Antes de o avião chegar. Deve-se evitar sempre a contração da preposição que rege o infinito do verbo com o artigo que determina o sujeito, ou com o próprio sujeito. Não se diga, portanto: depois dele partir; antes do aluno faltar, mas: depois de ele partir; antes de o aluno faltar."

Referência: VICTORIA, Luiz A.P. Tira-dúvidas de português. Rio de Janeiro: Tecnoprint, sd, p. 21-22.

sábado, 2 de julho de 2016

Um maravilhoso soneto de Camões



Imagem disponível em: https://www.google.com.br/search?q=busque+amor+novas+artes+novo+engenho&biw=1366&bih=623&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjzjYSfhNXNAhXBI5AKHWo1B2sQ_AUICCgD#tbm=isch&q=cam%C3%B5es&imgrc=DUCETtAPvInkiM%3A. Acesso em: 02 jul. 2016.

Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar me, e novas esquivanças;
que não pode tirar me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
Autor: Camões, L. V. de. Sonetos. Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1961.Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/MzMzNTQ/ . Acesso em: 02 jul. 2016.
Imagem disponível em: https://www.google.com.br/search?q=busque+amor+novas+artes+novo+engenho&biw=1366&bih=623&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjzjYSfhNXNAhXBI5AKHWo1B2sQ_AUICCgD#tbm=isch&q=200+sonetos+de+cam%C3%B5es&imgrc=76j5C7amQpfjkM%3A. Acesso em: 02 jul. 2016.

domingo, 26 de junho de 2016

Um contributo à cultura da Ilha do Mosqueiro

Vejam o que encontramos sobre o Carnaval de Mosqueiro, em 1985, nestes Cadernos de Cultura: são letras (cifradas) de sambas de agremiações carnavalescas, Como o Unidos do Chapéu-Virado, a Universidade de Samba Piratas da Ilha e o Bloco Carnavalesco Os Peles-Vermelhas.










Na atualidade, o Unidos do Chapéu-Virado não existe mais, assim como Os Peles_Vermelhas não são mais bloco, agora a denominação é Escola de Samba Os Peles-Vermelhas.






sábado, 25 de junho de 2016

Um dos meus poemas prediletos: Caminho de Marauh, de Antonio Juraci Siqueira

Caminho de Marauh
-- Sobre uma fotografia de Max Martins nas areias do Marauh--

Aonde vais
estranho peregrino
com teus sonhos de mar?

Onde estão teus irmãos
e quantos tentam
roubar teu travesseiro recheado
de estrelas e navios?

Prossegue sem temer que teu cajado
conhece a poesia desse caminho
que nasce, sempre, quando o Sol descansa
e se desfaz a cada amanhecer.

As pedras conhecem teu destino
o vento afaga as rugas do teu rosto
e a areia soletra tua mudez

mas só teus olhos ternos de poeta
conhecem os segredos do caminho
que te leva ao coração de marauh.

Printe extraído do Blog do Boto   Disponível em: https://www.blogger.com/profile/16364111055912882456. Acesso em: 26 jun. 2016. Link abaixo:
http://blogdobotojuraci.blogspot.com.br/

 Cremos que a foto a que se refere Antônio Juraci Siqueira é esta, abaixo:

Foto: Octavio Cardoso
Imagem disponível em: